SECÇÃO: Destaque Chamas rodeiam S. João da Madeira
À hora do fecho desta edição havia quatro fogos ativos no distrito que mobilizavam, juntos, cerca de 300 operacionais
 Às 16h00 de ontem, quarta-feira, encontravam-se ativos quatro incêndios no distrito. O de Sever do Vouga durava há mais horas, tendo deflagrado às 12h35 de segunda-feira. Um conjunto de 132 operacionais, apoiados por 36 veículos e um helicóptero bombardeiro pesado tentavam controlar as chamas no lugar da Ermida e duas equipas do Grupo de Análise e Uso do Fogo também estavam no local. O incêndio chegou a ter apenas uma frente às 14h00 mas duas horas depois voltou a ativar uma segunda frente. Depois de Sever do Vouga, o incêndio iniciado em Covais, Oliveira de Azeméis era o que durava há mais tempo. Com início às 15h27 de segunda-feira, mantinha-se em curso por altura do fecho desta edição. 80 elementos estavam no terreno, apoiados por 23 veículos e um helicóptero de ataque inicial. O incêndio chegou a ter três frentes ativas na terça-feira, obrigando as autoridades a enviar dois aviões bombardeiros pesados canadair para o local. Passou entretanto para o território de Albergaria-a-Velha e às 14h24 de ontem, a ANPC dava conta de uma frente ativa. Mais ou menos pela mesma hora de terça-feira, entre as 17h30 e as 18h00, deflagraram dois incêndios em Castelo de Paiva e Arouca. O último era o que mobilizava mais operacionais à hora do fecho desta edição. 55 elementos, apoiados por 14 viaturas combatiam as chamas com duas frentes ativas. Durante a manhã foi necessária a intervenção de dois aviões bombardeiros pesados Canadair de Espanha. Para Folgoso e Valaido, em Castelo de Paiva, também foram direcionados dois Canadair italianos por volta das 15h30. Um helicóptero bombardeiro Kamov já tinha sido acionado às 8h20. O incêndio mantinha-se com duas frentes e numa zona de acesso difícil. 25 bombeiros trabalhavam no terreno, apoiados por cinco veículos operacionais. À hora do fecho desta edição, Aveiro tinha tantos incêndios ativos como Viana do Castelo mas era o distrito que mais operacionais mobilizava: cerca de 300. Só na terça-feira, registaram-se 459 incêndios no país, mobilizando 7.291 combatentes e 2.013 viaturas, de acordo com dados da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). As previsões do Instituto de Meteorologia para hoje, quinta-feira, indicam que a maioria dos concelhos do distrito está no nível máximo de risco de incêndio. É o caso de S. João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra, Arouca, Castelo de Paiva, Sever do Vouga, Águeda, Anadia e Mealhada. Há quatro concelhos em risco muito elevado (Santa Maria da Feira, Albergaria-a-Velha, Oliveira do Bairro e Vagos) e quatro em risco elevado (Ovar, Estarreja, Aveiro e Murtosa). Espinho e Ílhavo estão com risco moderado. A ANPC alargou o período de alerta em todo o país até 30 de julho. Espera-se a subsistência de tempo quente e seco e aumento do perigo de incêndio florestal. “As pessoas devem manter-se vigilantes e informar-se permanentemente sobre a situação, inteirando-se dos possíveis perigos. Devem adotar as medidas de prevenção, precaução e auto-proteção indispensáveis, e adequar os seus comportamentos de modo a não se colocarem em risco”, avisa a Proteção Civil.
Incêndio próximo da cidade
Entre domingo e terça-feira, registaram-se vários incêndios no limite de S. João da Madeira com Cucujães, a poente. Na terça-feira, o fogo chegou ao lugar de Santo Estevão, Arrifana, e ameaçou algumas residências. Algumas moradoras chegaram mesmo a retirar botijas de gás do interior das habitações como medida de precaução. Estas ocorrências não constam dos dados da Proteção Civil por serem consideradas menores e foi completamente impossível falar com o Comandante dos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira até ao fecho desta edição. O labor sabe que a corporação sanjoanense deu assistência a esta e a outras ocorrências decorridas durante a semana mas não conseguiu apurar mais detalhes. Também não foi possível obter informações do Comando Distrital de Operações de Socorro. Da única vez que o labor conseguiu falar com elementos do comando, foi-nos dito que não podiam prestar declarações porque estavam, naquele momento, a mobilizar recursos para os vários incêndios no distrito. Entre segunda e quarta-feira, foram várias as ocorrências registadas na região, nomeadamente em redor de S. João da Madeira, inundando a cidade com uma névoa de fumo e um cheiro forte a queimado. Foi impossível ver o céu durante os últimos dias e o sol assumiu tons vermelhos.
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