Edição de 29-07-2010
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Apresentação Livro 11/09/2009

Arquivo: Edição de 30-07-2009

SECÇÃO: Local


Oliva Creative Factory

Câmara assinou ontem contrato promessa de compra e venda de parte da fundição. Oliva Creative Factory deverá ter residência de artistas e espaço de exposição

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O negócio que Casto Almeida anunciou como fechado no início de Junho, em que a câmara compra à Sanjimo parte dos edifícios da Oliva, afinal só ontem é que ficou contratualizado. Autarquia justifica com um “acordo verbal” a notícia avançada em Junho pelo labor. Durante a apresentação da candidatura à câmara municipal, Castro Almeida anunciou que o projecto que vai transformar a fundição em Oliva Creative Factory foi aprovado na última reunião de câmara, na terça-feira passada, dia 28.

Ontem a autarquia assinou o contrato promessa de compra e venda da Zona 2 (na foto) e da Torre da Oliva. A assinatura deste contrato terá ocorrido já depois do fecho desta edição. Foi também ontem que a autarquia recebeu as chaves e respectiva posse da parte do complexo industrial.

Durante a apresentação da candidatura, Castro Almeida informou os presentes que hoje, 30, será apresentada a candidatura o financiamento comunitário, no valor de 8,9 milhões de euros. O candidato e presidente da câmara afirmou que “a Oliva continuará a ser uma fábrica. Já não de tubos, torneiras ou banheiras. Mas uma fábrica de criação”.

Segundo a autarquia informou as redacções, a Oliva Creative Factory será um complexo constituído por um Centro de Competência e de Excelência Criativa, uma Incubadora de Negócios Criativos e Espaços Interdisciplinares de Encontro e de Convergência Criativa. Neste sentido, a autarquia terá já estabelecido parcerias com várias entidades, como a Fundação de Serralves, a Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, a Universidade de Aveiro e a Universidade Católica.

Além de responder aos desafios levantados nas indústrias do calçado e dos têxteis, a fábrica criativa deverá promover a moda e o design. A Oliva Creative Factory pretende apoiar o aparecimento de novas empresas industriais nos sectores do conhecimento, inovação e tecnologia e arte.

Reconverter e renovar a área urbana onde se insere a Oliva será feito, segundo comunicado da câmara, respeitando e valorizando as “presenças morfotipológicas caracterizadoras do ambiente fabril”. A câmara informa ainda que naquele espaço deve ser promovida “uma mistura funcional, que poderá manter unidades industriais, mas também áreas residenciais, terciário, equipamentos e parques de estacionamento e espaços de lazer”.

Que espaços terá?

A autarquia atende “à experiência adquirida pela Fundação de Serralves no sector das indústrias criativas, às melhores práticas internacionais, ao contexto socioeconómico envolvente e às potencialidades do edifício a intervir” para propor que a Oliva venha a ter:

• Espaço para a incubação de negócios criativos

• Condições adequadas à instalação de empresas de índole criativa com maturidade (Business Centre)

• Espaço de instalação de oficinas de artes e ofícios

• Área para execução de acções de formação profissional

• Instalação de estúdio/sala de ensaios

• Área para formação artística

• Residência de artistas

• Espaços sociais para o desenvolvimento de actividades culturais e lúdicas complementares.

• Espaços expositivos e de demonstração

Por: Liliana Guimarães

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