Arquivo: Edição de 26-03-2009
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SECÇÃO: Política |
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Laurinda Alves quer recuperar as origens da União EuropeiaCandidata independente do Movimento Esperança Portugal esteve em Oliveira de Azeméis e Ovar, de visita a instituições de solidariedade social Há quatro meses na estrada, Laurinda Alves pretende “tomar o pulso à realidade real”. “Conheço bem a realidade actual, tenho uma proximidade grande com o Portugal profundo, mas estou a actualizar esse olhar”, disse, durante um encontro com jornalistas no Hotel Dighton. A candidatura é encarada por Laurinda Alves como uma consequência do trabalho que vinha efectuando como jornalista, sobretudo nos últimos anos, período em que se dedicou mais ao jornalismo de causas sociais, de família e de educação, visível, nomeadamente, nas revistas XIS e Pais e Filhos. “É na política que as coisas se decidem”, justifica. Embora confesse que “não foi fácil dizer sim”, a jornalista está confiante de que, com este novo desafio, pode dar um contributo positivo. Laurinda Alves acredita que no Parlamento Europeu fazem falta vozes mais fiéis às origens da União Europeia”, a qual assentava num projecto político e económico, mas também humano e de união de povos. A jornalista reclama um “rosto humano” para aquela instituição, em oposição a uma Europa “legislativa e excessivamente burocratizada”. O projecto do MEP e de Laurinda Alves defende medidas concretas para gestão dos fluxos migratórios, para potenciar a aprendizagem ao longo da vida e para alargar o programa Erasmus a mais classes profissionais, como a função pública, e a mais faixas etárias. Laurinda Alves considera “escandaloso” o facto de Portugal “andar há 23 anos de mão estendida para a Europa”. Por isso, defende que os portugueses devem retribuir o apoio através da participação nos programas de voluntariado europeu. Na Europa faz falta nomeadamente “não falar europês”, assevera Laurinda Alves, mas sim “claro e simples”. Para o presidente do MEP, Rui Marques, Laurinda Alves “corresponde ao perfil de personalidade que pode interpretar a política de esperança”, sendo também uma “excelente intérprete do projecto europeu”. O partido, institucionalizado em Agosto de 2008, pretende trazer uma “mais valia” para a política através do envolvimento de novas pessoas, ideias e comportamentos que não dependam da política para subsistir. “Queremos cidadãos livres para servir”, disse aos jornalistas, na passada sexta-feira. Laurinda Alves reconhece que a sua eleição será difícil, “mas não impossível”. Confessa que gostava de contribuir, pelo menos, para que mais pessoas votassem nestas eleições. “Se o conseguir é uma conquista”, diz. A jornalista está convencida de que “são as minorias que fazem avançar o mundo”.
Por:
Anabela S. Carvalho |
