Arquivo: Edição de 12-11-2008
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SECÇÃO: Local |
58 passagens de nível suprimidas até 2010A REFER, Rede Ferroviária Nacional, pode vir a suprimir duas das três passagens de nível existentes em S. João da Madeira. A terceira passagem deverá ser automatizada Num comunicado sobre Segurança em Passagens de Nível, a REFER informou o labor acerca das intenções de suprimir 50 e automatizar 80 passagens de nível na Linha do Vale do Vouga. A REFER pretende assim, em 2011, ter conseguido reduzir em 70 por cento o número de acidentes relativos a 2006. Em 2006, registaram-se 27 acidentes. Para 2011 a REFER estima menos de nove. Até 2010, a REFER prevê suprimir 58 passagens de nível nos concelhos de Espinho, Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha, Águeda e Aveiro. No comunicado enviado ao labor, a REFER informa que para o processo de automatização das 80 passagens de nível serão investidos 3.700 mil euros. Ainda durante este mês de Novembro a REFER vai adjudicar à empresa ALSTOM a primeira fase deste projecto, em que serão automatizadas 52 passagens. Esta fase do projecto deve estar terminada no final do terceiro trimestre de 2009. As restantes passagens de nível deverão ficar automatizadas até ao final do primeiro trimestre de 2010. Mais informa a REFER que o processo de supressão das passagens de nível será feito de forma faseada, até ao final de 2010. A REFER prevê que para todo este processo sejam investidos 10 milhões de euros. A REFER e as autarquias envolvidas estão em negociações e foram já estabelecidos alguns protocolos de colaboração. A linha do Vale do Vouga, com 96,2 quilómetros de extensão tem 158 passagens de nível, ou seja, mais de uma passagem e meia por quilómetro. Em S. João da Madeira, onde a REFER garante que não se registam acidentes, a linha estende-se por 2500 metros e há três passagens de nível (junto à Zago, na rua 5 de Outubro e em Fundo de Vila). Os acidentes contabilizados em toda a extensão da linha do Vale do Vouga, representam 30 por cento da sinistralidade registada em 2007, ou seja, 20 acidentes em apenas um ano. Em Santa Maria da Feira, onde há 38 passagens de nível serão suprimidas 19 e requalificadas as restantes, num investimento de 4,4 milhões de euros. Desde 2000 registaram-se 77 acidentes nas passagens de nível de Santa Maria da Feira. É o município que mais sinistralidade regista ao longo de toda a linha. A REFER espera ter o processo de negociação com a autarquia feirense encerrado até ao dia das comemorações. Neste deve ficar expressa a comparticipação a 60 por cento da REFER e 40 por parte da câmara feirense. Em Oliveira de Azeméis, com 26 passagens, serão suprimidas oito passagens, reclassificadas 13, das quais 10 serão automatizadas. Neste município o protocolo entre a câmara e a REFER foi firmado em 2008 e estipula um investimento de 1,7 milhões de euros. A REFER deve arcar com 80 por cento do investimento. Na Linha do Vale do Vouga, ao longo dos últimos oito anos foram suprimidas 118 passagens de nível e melhoradas as condições de segurança em 91 das que substituem. Contudo, no final de 2007, existiam ainda 159 passagens de nível, o que corresponde a 1,66 passagens por quilómetro. Nesta linha, entre Espinho e Aveiro, existiam, no final de 1999, 210 passagens sem guarda. No final de 2007 esse número fixava-se em 110. A linha do Vale do Vouga tem uma extensão de 96,2 quilómetros, é servida por 13 estações e 32 apeadeiros. O Vouguinha passa por 33 pontes e três túneis.
Regime de Exploração Simplificado (Informatizado) Quem viaja no Vouguinha já se habituou a ver, em cada estação, o revisor sair do comboio. Vai até a um telefone, dá duas palavras e volta a entrar no comboio. Só então a viagem prossegue. Para encurtar o tempo de espera nas estações e simplificar o processo de comunicação entre quem vai dentro do comboio e o chefe de linha a REFER vai substituir o Regime de Exploração Simplificado (RES) por um Regime de Exploração Simplificado Informatizado (RESI). Actualmente, são as comunicações telefónicas entre o chefe de linha (que está em Sernada do Vouga, concelho de Águeda) e um elemento que viaja em cada comboio, que permitem o avanço em segurança das circulações. Aproveitando a onda de investimento na linha do Vale do Vouga, a REFER decidiu apostar também no RES. Este regime vai ser reforçado com aplicações informáticas e de telecomunicações que “permitirão reduzir a dependência exclusivamente humana do comando da circulação”. No comunicado dedicado à segurança em passagens de nível, a REFER adianta ainda que vai criar protecções adicionais para reforçar a segurança e melhorar a operacionalidade das circulações. O RESI vai permitir comunicações directas entre o chefe de linha e o agente dentro do comboio, reduzindo assim o tempo de espera nas estações e melhorando a eficiência do sistema. Por:
Liliana Guimarães |
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