Edição de 04-02-2010
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Apresentação Livro 11/09/2009

Arquivo: Edição de 03-04-2008

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Novo projecto da região Norte abarca concelho

Jovens em risco encontram saída

Mais de 300 consultas desde Janeiro. Programa actua na prevenção de comportamentos desviantes e dirige-se não só a jovens, mas também a pais e instituições.

Abandono e insucesso escolares, delinquência juvenil, violência nas escolas e comportamentos desviantes como os de iniciação ao consumo de estupefacientes já têm prevenção inserida em meio social.

A delegação regional do Norte do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) lançou um novo programa que actua não só ao nível dos jovens, mas também dos progenitores e instituições que lidam com adolescentes, como as comissões de protecção de menores e as escolas. Sob a designação Projecto Integrado de Apoio à Comunidade (PIAC), não é mais do que um sistema de consultas que, em vez de incidir única e exclusivamente no consumo de drogas, trabalha os comportamentos de risco através da prevenção e de modo integrado na comunidade. Sem colidir com o serviço prestado pelo ex-CAT, agora convertido em CRI (Centro de Respostas Integradas), vai funcionar sobretudo como um complemento às acções do IDT já em curso.

Mais de 300 consultas

O PIAC foi aprovado em Novembro de 2007 e arrancou a 2 de Janeiro deste ano, envolvendo 26 concelhos do Norte do país, dos quais fazem parte os cinco do Entre Douro e Vouga (EDV): Arouca, Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira, S. João da Madeira e Vale de Cambra. Constituído por uma equipa multidisciplinar dependente do delegado regional do Norte do IDT, Avelino Vale Ferreira, e coordenado por Albina Sousa, este serviço já deu mais de 300 consultas: de terapia familiar, psiquiatria ou de educação para a saúde. Os utentes são fundamentalmente jovens encaminhados pelos estabelecimentos de ensino, tribunais de menores e organizações não governamentais (ONG).

Novo espaço de atendimento na Feira

Neste momento, o projecto “está a tentar criar um espaço em Santa Maria da Feira para atendimento à comunidade do EDV”, revela Albina Sousa. Trata-se de uma extensão do PIAC que visa também atenuar as despesas decorrentes das deslocações ao Porto sempre que seja necessária uma consulta ou um aconselhamento, explica. Ainda não há data para abertura nem local definidos para esta delegação, mas “estão a ser tomadas todas as diligência para acelerar o processo”, garante.

Trabalhando em articulação com escolas e comissões de protecção de menores, o PIAC presta ainda informação sobre como lidar com comportamentos de risco, oferece às instituições públicas e privadas um serviço de consultadoria e/ou de supervisão, promove e colabora em projectos de investigação com universidades e outros organismos públicos.

A formação contínua da equipa do PIAC é assegurada pela Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto e ainda pelo Departamento de Psicologia da Justiça da Universidade do Minho.

O PIAC é, na essência, um serviço de consultas preventivas que surge em formato de projecto, “porque, infelizmente, não existe enquadramento legal para o inscrever como serviço de prevenção indicada, ou seja, aquela que é feita em meio familiar e social”, esclarece Albina Sousa. Segundo esta coordenadora, o conceito está já a ser cobiçado pelas restantes delegações regionais do IDT, que também o querem implementar nas suas áreas geográficas.

Comentários dos nossos leitores
Helena Natividade
Gostei: Muito Concordo: Plenamente
Comentário:
QUEM TRABALHA COM JOVENS PROBLEMÁTICOS CONCORDA COM ESTA ASSOCIAÇÃO, COM OS SEUS OBJECTIVOS E COM ESTE TEXTO. ESTOU INTERESSADA EM SABER MAIS DO "PIAC".
 

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